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Senado votou e Trump está "orgulhoso": o presidente dos EUA foi ao Twitter celebrar a decisão que permite que a nomeação do juiz Brett Kavanaugh, acusado de abuso sexual, para o Supremo passe para a fase final. A votação foi apertada, como era previsível: 51 votos a favor, 49 contra. O escrutínio final está marcado para este sábado.

Mas há nuances importantes na votação de hoje. A senadora republicana do Maine, Susan Collins, fez questão de sublinhar que o "sim" que pronunciou hoje não implica que se repita este sábado. Outro ponto determinante: o senador democrata Joe Manchin III também votou "sim", o que evitou que o vice-presidente dos EUA, Mike Pence, tivesse de desempatar - o sistema norte-americano prevê esta intervenção em caso de empate.

Segundo o "New York Times", também não é claro que o "sim" de Manchin e do senador republicano Jeff Blake, que impulsionou uma investigação do FBI às acusações feitas a Kavanaugh (investigação essa que acabou por ser favorável às pretensões do juiz mas que os democratas dizem ter sido condicionada pela Casa Branca), se repita.

Kavanaugh foi acusado publicamente por três mulheres de abusos sexuais, entre elas Christine Blasey Ford, que há uma semana contou a sua versão numa audiência pública perante o Senado sobre factos que supostamente ocorreram durante uma festa em 1982.

A débil maioria dos republicanos na Câmara alta, com 51 em 100 lugares, implica que não permitir que quase nenhum dos seus representantes esteja ausente da votação, por necessitarem de pelo menos 50 votos para a confirmação de Kavanaugh.

No entanto, e após a investigação do FBI, que apenas se prolongou por cinco dias, dois dos senadores que questionavam o seu voto, Susan Collins e Jeff Flake, consideraram que os dados fornecidos pela investigação não confirmam as acusações contra o juiz apontado pelo presidente Donald Trump.

"Esta pessoa está muito bem qualificada: é alguém que crê nos princípios das garantias processuais, a presunção de inocência e a disposição para servir. Por isso, o juiz Kavanaugh deve ser confirmado este sábado", assegurou o presidente do Comité judicial da Câmara alta, Chuck Grassley, que dirigiu esta avaliação.

No entanto, a pressão social contra a confirmação de Kavanaugh reforçou-se nos últimos dias, com centenas de mobilizações em todo o país e uma grande marcha que hoje decorreu em Washington.

A líder dos democratas no Comité judicial do Senado, Dianne Feinstein, também assinalou que as conclusões do FBI assemelham-se "ao produto de uma investigação incompleta que foi limitada, talvez pela Casa Branca". "Não sei (...) Parece que agora bloquearam o FBI para que não faça o seu trabalho", sugeriu Feinstein.

Fonte: Expresso

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