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A abertura das propostas para a venda dos terrenos da antiga Feira Popular, em Lisboa, foi suspensa esta sexta-feira e será retomada na manhã de 3 de dezembro. O PSD Lisboa acusou esta tarde a Câmara Municipal de Lisboa de “irresponsabilidade” e recusa o cenário de novas indemnizações na sequência deste processo.

“O PSD Lisboa exige que a suspensão da hasta pública decorra até que todas as dúvidas colocadas pelo Ministério Público sejam integralmente esclarecidas pela CM de Lisboa, sob pena de se constituírem direitos das entidades concorrentes”, começa por dizer ao Expresso Paulo Ribeiro, presidente da concelhia de Lisboa do PSD.

“O PSD Lisboa recusa que a irresponsabilidade desta Câmara Municipal de Lisboa possa vir a condenar a Câmara Municipal de Lisboa ao pagamento de novas indemnizações decorrentes da gestão do processo ‘Feira Popular’”, explica Ribeiro, recordando ainda o caso da Bragaparques, que remonta a outubro de 2016, em que a CML foi condenada a pagar 138 milhões de euros.

Segundo Paulo Ribeiro, o partido "não deixará de exigir responsabilidades à Câmara Municipal de Lisboa caso avance com a hasta pública sem o total esclarecimento de todas as questões colocadas pelo MP e a aceitação deste".

A 9 de novembro a Câmara decidiu prolongar o prazo de entrega de propostas para aqueles terrenos depois de o Ministério Público ter arrasado os planos de Fernando Medina. Num ofício enviado ao autarca, o MP colocava em causa a “legalidade urbanística” do projeto para requalificação da antiga Feira Popular.

Esta sexta-feira a Câmara Municipal de Lisboa viu-se forçada pela segunda vez em duas semanas a cancelar a abertura de propostas para a venda dos terrenos. De acordo com a Procuradoria da República, este processo tem “vícios” que podem colocar em xeque todo o projeto imobiliário.

Há três concorrentes interessados na Operação Integrada de Entrecampos. A reabertura das propostas está agendada para 3 de dezembro, às 9h30.

Fonte: Expresso

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