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Imagine esquecer tudo o que você sabe sobre o cristianismo. Esqueça cada debate teológico empolgante, cada sessão de adoração permeada por lágrimas e cada experiência de oração. Esqueça tudo, exceto a Bíblia. Se tudo o que você tiver for a Bíblia, o que significaria servir a Jesus? O pastor Francis Chan se fez essa pergunta.

Quando fez essa reflexão, Chan deixou sua megaigreja Cornestone Community de 4 mil membros para trás. Isso aconteceu há sete anos, e desde então ele esteve em uma missão para seguir os dois maiores mandamentos. Em Mateus 22: 37-39, Jesus diz: “Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento. Este é o primeiro e grande mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo”.

Chan revelou ao jornalista Taylor Berglund que aceitou o desafio. Numa entrevista recente, concedida à Charisma News, disse que viu o poder do Espírito Santo em sua jornada, manifestando-se em sua vida.

O pastor conta que sentiu seu coração se abrir para Deus e seu povo como nunca antes. E ele animadamente diz a qualquer um que escute sobre esse insondável – pode-se até dizer “louco” – o amor que está transformando sua igreja e comunidade.

Mas o seu caminho não se parecia com a maioria dos pastores: Chan se demitiu da Cornerstone Community Church, uma próspera congregação em Simi Valley, Califórnia (EUA). Embora houvesse muitas razões para a renúncia, ele diz que um fator foi o maior escrutínio que ele experimentou. “Foi realmente um momento único na história – quando as mídias sociais e tudo [relacionado] entraram em cena. De repente, as pessoas poderiam bajular ou criticar você de [qualquer lugar] do mundo, a qualquer momento, e dizer coisas realmente cruéis ou muito lisonjeiras”, pontuou.

A lisonja tornou-se orgulho, diz Chan, e as críticas se tornaram raiva e mágoa. Ele sempre pregou com um objetivo simples – Deus, o que você quer que eu diga? Mas o escrutínio chegou até ele. A voz baixa foi afogada sob o fluxo de comentários de fãs e críticos. “Começou a bagunçar minha mente”, ele admite. “Comecei a me perguntar quantos artigos seriam escritos se eu dissesse isso, ou quantas pessoas iriam enviar e-mails ou postar coisas se eu dissesse aquilo. Comecei a me importar demais com as respostas das pessoas”.

A pressão pesou na alma de Chan. Ele sabia que precisava fugir. E então ele decidiu que era hora de diminuir o ritmo. Demitiu-se do cargo de pastor na Cornerstone, vendeu sua casa e se mudou para a Ásia. Lá, ele aprendeu uma lição poderosa do movimento da igreja clandestina da China. A humildade e a aversão aos holofotes da igreja chinesa contrastava com as megaigrejas e os pastores de celebridades dos Estados Unidos.

Chan lembra-se de um dos crentes chineses dizendo-lhe: “As pessoas mais influentes na igreja clandestina são as mais escondidas. Ninguém pode saber quem são elas”. Chan ficou impressionado com a beleza desse modelo – e pessoalmente formou uma visão de reprovação a isso.

“Na América, você sente que precisa se tornar famoso para ter um impacto”, diz ele. “Mas na China, foi exatamente o oposto. É melhor que não haja ninguém que conheça você, ou você estará em apuros. Foi tão legal. O Senhor não precisa de nossa popularidade ou plataforma”.

Ao voltar para casa meses depois, Chan refletiu sobre o que significava realmente viver no ministério. Esquecer as ofertas. Esquecer as manchetes. Esquecer tudo o que ele sabia sobre a igreja. Se ele fosse começar tudo de novo – com apenas as Escrituras como Seu guia – o que ele faria? Sua conclusão foi de que era preciso imitar o início do cristianismo: “Eu acho que apenas andaria pelas ruas e encontraria pessoas e oraria e imploraria a Deus que trouxesse discípulos para mim do jeito que Jesus fez”. E, então, ele pôs essa ideia em prática.

“Amar a Deus”

Chan acredita que a Igreja sofre de um problema de amor. Se o primeiro passo da fé é amar a Deus com todo o seu coração, mente e força, a maioria dos crentes cai de cara nos blocos iniciais. Chan diz que é óbvio como os cristãos pouco desejam o retorno de Cristo.

“Eu acho que isso é uma indicação do nosso carinho e nosso amor por ele”, diz Chan. “Se eu estou em uma viagem e meus filhos não se importam se eu volto ou não, isso é bastante revelador. Se eu entro na porta depois de uma longa viagem e eles estão olhando para seus iPads e me ignorando, isso diz muito”, pontua.

Então Chan começou com ele mesmo. Ele colocou sua mente em se aproximar de Deus, crescendo em amor. Mas isso não aconteceu da noite para o dia. Algumas pessoas naturalmente sentem uma abundância de amor. Para o resto de nós, diz Chan, desenvolver esses sentimentos exige trabalho intencional. Mas o amor não é apenas um sentimento.

Uma maneira de fazer isso era praticar o autocontrole e a mentalidade sóbria em coisas pequenas, como evitar comer bobagens ou maratonas na Netflix. O autocontrole produz uma forte vida de oração, a oração produz um relacionamento íntimo com Deus e a intimidade produz amor por Deus.

“Senhor, eu quero você”, Chan orou. “Eu sei que você é mais importante do que qualquer coisa, então deixe-me exercitar um pouco de autocontrole e disciplina para que eu possa ter uma mente sóbria nisso para minhas orações”.

Outra maneira de desenvolver amor por Deus que ele descobriu foi sair com pessoas que amém ao Pai ainda mais. “Eu tenho comunhão com irmãos e irmãs que realmente amam estar com o Senhor”, diz Chan. “Eu sou realmente muito encorajado pelo corpo e pelas pessoas que passam mais tempo com o Senhor do que eu, que têm uma caminhada mais profunda com Ele do que eu. Sou abençoado por ter comunhão com pessoas assim, porque o ferro afia o ferro”.

“ASSIM COMO O FERRO AFIA O FERRO, O HOMEM AFIA O SEU COMPANHEIRO” -PROVÉRBIOS 27:17

Como resultado, Chan diz que seu amor por Deus cresceu além das palavras. Ele descreve esse crescimento como a maior mudança em si nos últimos cinco anos: que seu coração está explodindo de amor por Deus. Ele diz que o único sentimento comparável é seu amor por seus filhos.

“Às vezes, quando são pequenos ou muito jovens, eu tenho muito carinho por eles, e eu só quero espremê-los com tanta força, porque eu não sei mais o que fazer. Eu não posso dizer ‘eu te amo’ forte o suficiente […] Essa é a sensação que eu tenho com Deus ultimamente: Deus, essa oração não é suficiente. Eu preciso de mais. Eu nem sei como expressar isso. Espírito Santo, geme por mim. Dê-me palavras. Isso não é suficiente”.

A fruta espiritual atua como prova desse desejo cru. Chan diz que Deus abençoa aqueles que amam e O perseguem com tudo o que eles têm – e a falta de frutos fala com a falta de busca.

“As Escrituras sempre foram, desde o primeiro dia, sobre estar no jardim com Deus e habitá-lo com Deus. É sobre pessoas como [o rei] Davi, que estariam em uma terra seca e cansada onde não havia água e elas teriam sede de Deus. É sobre essa obsessão. É somente quando você O ama com todo seu coração e alma e mente e força que você realmente recebe a plenitude da bênção da eficácia”.

O amor guiado pelo espírito não se detém no crente. É contagioso, uma força insuperável que espalha e transforma uma comunidade. Como o amor de Chan por Deus cresceu, ele começou a notar o mesmo comportamento em sua família e sua igreja.

“Eu vejo frutos em meus discípulos, os caras com quem eu estou mais próximo. Eu os vejo famintos por Jesus. Eu os vejo buscando o poder do Espírito Santo. Esse é o fruto: quando as pessoas se apropriam disso, de seu próprio relacionamento com Deus, você não sente que está cutucando, cutucando, empurrando, forçando as pessoas a fazerem o que elas realmente não sentem vontade de fazer. Agora é como se as pessoas estivessem correndo ao meu lado e definindo o ritmo”, explica o pastor.

“Eu vejo o fruto em minha própria esposa, seu desejo por Jesus. Eu não quero dizer isso porque eu fiz isso, este é o resultado. Eu só estou dizendo que aqueles ao meu redor parecem ter um amor mais profundo por Jesus e acreditar nas Escrituras”.

“Amar o próximo”

O amor a Deus e às pessoas permeia o mais novo ministério de Chan, We Are Church (Nós somos a Igreja, em tradução livre) – uma série de igrejas domiciliares sediadas em São Francisco. Ele diz que começou intencionalmente com os dois maiores mandamentos porque, tradicionalmente, não é onde a maioria das igrejas começa. Os líderes são facilmente distraídos por outras prioridades. Ele sabe da experiência.

“Quando comecei a Cornerstone Church, pensei: ‘OK, quero pregar a verdade para o maior número de pessoas possível'”, diz Chan. “Eu só quero adorar profundamente … Eu pensei, ‘qual é o tipo de igreja que eu gostaria de ir?’. Olhando para trás, quase penso: foi uma pergunta idiota: ‘O que Francis Chan quer de uma igreja?’ Quem se importa? Por que eu não estava buscando desesperadamente a Escritura? Se Deus tivesse o que Ele queria, como seria a igreja? Eu nunca realmente fiz isso”.

Como resultado, suas novas igrejas se parecem mais com a igreja primitiva do que com a Cornerstone. Cada igreja se reúne em uma casa e tem dois pastores – ambos não remunerados. Todos os dízimos e ofertas são reservados para missões locais e internacionais. Quando uma igreja cresce o suficiente, ela se multiplica – dividindo-se em dois grupos, cada um liderado por um dos pastores. Esses grupos unidos encorajam os membros a tratar os outros como uma família verdadeira, abundando em amor e serviço. Todas as igrejas estão ligadas sob o guarda-chuva da We Are Church.

Como Chan investe nessas igrejas, ele acha que seu coração naturalmente se agita para amar os outros. Pela primeira vez em sua vida, ele se maravilha, ele está experimentando o amor de Deus através do relacionamento com os outros.

“Costumava ser que quando eu estava sozinho, na minha sala de oração, eu sentia esses desejos intensos por Deus e realmente amava estar em Sua presença e realmente sentir a presença d’Ele comigo”, diz ele.

“E então, quando eu ia a uma reunião de oração, eu sentia talvez um quarto daquilo, se isso. Sentia-se como se Ele estivesse mais distante. Mas ultimamente, enquanto eu tenho orado com esses irmãos e irmãs na igreja que eu amo tanto, eu sinto que estou ainda mais perto d’Ele no grupo. Eu nunca senti isso – estar com pessoas e mentes que pensam da mesma forma que estão desesperadamente buscando a presença de Deus, apenas querendo vir e adorá-lo”.

Chan não acha que o modelo padrão da igreja esteja errado, mas que muitas vezes se distrai do que realmente importa. Ele compara a festa de aniversário para o filho. Ele poderia convidar alguns amigos para celebrar seu filho e dar-lhe presentes. Ele também podia alugar um buffet e oferecer a todos tudo que eles poderiam querer. Sem dúvida, mais crianças viriam para a segunda festa. Mas isso não seria mais uma celebração de seu filho: “Em algum momento, todas as outras coisas nos distraem da interação de qualidade com a pessoa em si”, constata.

Para o pastor Francis Chan, isso é ofensivo: “Eu só acho que precisamos ter um retorno para as pessoas que amam se juntar para partir um pedaço de pão e encarar o mistério da Comunhão”, diz ele. “As pessoas devem amar estar sozinhas com a Palavra de Deus e nada mais – apenas elas, o Espírito Santo e a Palavra de Deus. Eu adoro me reunir com irmãos e irmãs que se empolgam com a chance de mover a mão de Deus através da oração”.

Por causa disso, Chan está atento para nunca perder o foco no que mais importa. Ele e os anciãos da igreja continuamente avaliam a direção do ministério com uma pergunta séria: “É como Apocalipse 2 e 3“, diz Chan, fazendo ao Senhor duas perguntas. “Se Ele olhasse para a nossa igreja aqui e agora em São Francisco, que carta escreveria para ela? Quais seriam as principais coisas que estão brilhando? Porque eu quero agradar a Ti”.

Ele tem algumas ideias. Ele anseia por um relacionamento ainda mais profundo com Deus. Ele quer que a igreja continue crescendo. E ele confidencia que adoraria ver mais conversões e milagres em sua comunidade. Mas ele percebe, mais do que suas próprias ideias, que precisa conhecer a vontade de Deus. Essa é a única maneira de ver o impossível feito em São Francisco e além.

“Por muitos anos eu confiei em estratégia ou em minha própria inteligência ou em minha capacidade de me comunicar”, diz ele. “Eu vejo que o apóstolo Paulo poderia ter usado alguns desses dons e se abstido de fazer isso, porque ele não queria esvaziar a cruz de seu poder (I Coríntios 2). Ele escolheu entrar em fraqueza e tremer – na maior dependência do Espírito e menos na carne. Estou crescendo nessa área, e acho que as pessoas que estiveram ao meu redor me viram nessa jornada”.

Francis Chan parece genuinamente feliz, emocionado com o que Ele está vendo Deus fazer. Ele diz que é como uma nova temporada e um retorno para formar tudo de uma vez: “De certa forma, eu me sinto como uma pessoa diferente, e de outras formas, sinto como ‘Ahhhh, estou de volta ao velho eu'”.

Para um homem de muitas palavras, sua visão é chocantemente sucinta: “Eu amo Jesus e amo a igreja. E eu estou apreciando os dois imensamente”, conclui.

Com informações de Gospel+

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