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Resultado de imagem para Alimentos alcalinos: quais os benefícios desses alimentos no tratamento do câncer?

O câncer é uma das doenças mais temidas e que mais mata no mundo. Justamente por isso, pessoas com câncer estão dispostas a qualquer tratamento que prometa a cura, mesmo que pouco convencional.

Um desses tratamentos é a dieta alcalina, que vem se tornando mais conhecida por prometer parar a multiplicação das células cancerígenas. Mas será que funciona mesmo? Temos evidências suficientes de que a dieta alcalina auxilia no tratamento do câncer?

Vamos começar do começo:

O que é câncer?

O câncer é uma doença crônica caracterizada pelo crescimento descontrolado de células e ocorre por várias causas tanto endógenas quanto ambientais. Entre esses fatores, os principais que levam ao desenvolvimento da doença são dietas inadequadas, tabagismo, consumo de álcool, obesidade, sedentarismo e contato com substâncias carcinogênicas, como amianto e carvão.

Qual a relação entre alimentação e câncer?

A alimentação está relacionada tanto ao desenvolvimento de câncer, já que entre os fatores ambientais estima-se que é a maior causa, quando ao curso da doença, uma vez que câncer leva à desnutrição e causa alterações na dieta.

Quando não há o suporte do nutricionista na equipe multidisciplinar que acompanha o paciente com câncer, é comum o assunto alimentação ficar em segundo plano, já que o oncologista está focado em passar informações sobre o tratamento principal – radioterapia, quimioterapia ou cirurgia. Por isso, é comum que pacientes com câncer comecem a buscar todo tipo de tratamento alimentar alternativo que possa ajudar na cura. Muitas vezes essa busca começa com o propósito de encontrar maneiras de fortalecer o sistema imune e “detoxificar” o organismo, como se isso fosse eliminar as células cancerígenas.

Entre esses tratamentos que envolvem alimentação, a dieta alcalina é bastante falada e promete desacelerar a multiplicação das células cancerígenas e levar à morte dessas células. Mas será que é isso mesmo?

O que é a dieta alcalina?

Antes de responder, vamos entender melhor o que significa alcalino.

Tudo começa com o pH, que é uma escala que mede se uma solução é ácida ou básica (alcalina) e vai de 1 (muito ácido) a 14 (muito básico).

O sangue, por exemplo, tem um pH levemente alcalino: 7,4. Já o intestino tem um pH ácido, por volta de 6. O estômago é extremamente ácido e seu pH é por volta de 1,5. Ou seja, cada órgão tem um pH diferente.

Exceto em condições gravíssimas, como uma infecção generalizada, o pH do sangue não se altera. Na verdade, o corpo humano tem várias formas de regular o pH do sangue para mantê-lo em 7,4, como deve ser. A própria respiração e a urina têm essas funções de regular o pH e excretar excesso de ácidos e bases. Se não fosse assim, ao ingerirmos uma laranja o pH abaixaria e ao ingerirmos brócolis ele aumentaria. Será mesmo que o sangue ia ficar mudando de pH o tempo inteiro?

Então, agora que você sabe o que significa alcalino, ficou fácil entender o que dieta alcalina é: uma alimentação que tenha em sua maioria alimentos com pH maior do que 7. De forma bem resumida, seria o equivalente a consumir mais verduras e frutas e poucas fontes de proteínas. Coincidentemente (ou não) é também o que é recomendado pelas autoridades científicas como prevenção de câncer: um maior consumo de cereais integrais, hortaliças e frutas e moderado consumo de proteínas animais.

E a água alcalina?

Nos últimos anos surgiram no mercado águas alcalinas e filtros que alcalinizam a água em casa, prometendo combater, além do câncer, também diabetes, envelhecimento precoce e Alzheimer.

Uma das alegações para vender água alcalina é que regiões do planeta em que a população consome uma água mais alcalina são também regiões em que a longevidade é maior. Uma das águas alcalinas naturais mais famosas é do poço de Zamzam, na Arábia Saudita, que nunca secou e cuja água nunca foi tratada quimicamente.

Essa água contém elementos e íons inorgânicos, como sódio, cálcio, magnésio, potássio, cromo, cobalto, cobre, zinco, arsênico, lítio, selênio, estrôncio, cádmio, chumbo, cloreto, fluoreto, nitrato, sulfato e bicarbonato. Além disso, possui um valor de pH por volta de 8, enquanto a água comum tem entre 6,5 e 7.

Por ser uma água alcalina natural, é usada em estudos que investigam a ação desse tipo de água no desenvolvimento de tumores.

Um estudo coletou a água de Zamzam que comentei acima e fez duas versões dela: uma normal (original) e outra foi alterada para ter um pH menor (mais parecido com água normal). Então, as duas versões foram misturadas em células de câncer de mama. O resultado foi que as duas versões causaram morte de células cancerígenas, indicando que a água de Zamzam pode ter um efeito benéfico no tratamento do câncer, mas não necessariamente por ser alcalina e sim por causa dos minerais que contém.

Mas, afinal, de onde surgiu essa história de que uma dieta alcalina auxilia no tratamento do câncer?

Em algum momento da história, há mais de 100 anos, pesquisadores afirmaram que as doenças como câncer acontecem em meios ácidos. E a partir disso que começaram as hipóteses.

Já foi demonstrado que um ambiente mais ácido estimula o crescimento de células cancerígenas em laboratório. Desde então, alguns estudos in vitro (ou seja, com células em laboratórios), tentam demonstrar que colocar células cancerígenas em um meio alcalino pode “matar” as células cancerígenas. E existem sim estudos que comprovaram isso! Mas, repito: em laboratório e não no corpo humano.

Aí surgiu a hipótese de que consumir alimentos mais alcalinos faria com que o corpo ficasse mais alcalino, mas estudos bem controlados já provaram que o pH sanguíneo não se altera.

O pH da urina, no entanto, pode ser alterado, mas isso se explica pelo fato de que os rins são responsáveis por equilibrar o pH do sangue, eliminando mais elementos ácidos ou básicos conforme necessidade. Ou seja, se o pH da urina se altera, significa que os rins estão cumprindo suas funções e não que o pH do corpo inteiro está alterado.

Outro fator que precisamos considerar é que alimentos e bebidas passam sempre pelo estômago e pelos intestinos para que sejam digeridos e absorvidos antes de irem para o sangue. Como já falei acima, esses órgãos tem meios ácidos, mas são muito diferentes entre si e isso tem um propósito para a digestão dos nutrientes. Logo, os alimentos e bebidas teriam que mudar esses ambientes para então mudarem o pH do sangue.

Então, dieta alcalina combate o câncer ou não?

Por enquanto não dá para afirmar que sim. Apesar de um meio alcalino combater as células cancerígenas em laboratório, o corpo humano é muito mais complexo que isso e já sabemos que seu pH não se altera, exceto o da urina.

Uma revisão sistemática (tipo de estudo que faz uma espécie de varredura digital para buscar estudos parecidos e comparar resultados para chegar a uma conclusão confiável) publicada em 2016 teve justamente esse trabalho de buscar pesquisas em humanos que comprovassem se dietas e águas alcalinas poderiam combater câncer. Após a revisão de 252 artigos, apenas 1 se encaixou nos critérios dos pesquisadores. Esse estudo pesquisou se urina com pH ácido poderia causar maior risco de câncer de bexiga, mas concluiu que não há associação.

Outro estudo avaliou várias dietas “alternativas” para tratamento de câncer, entre elas a dieta alcalina. Os pesquisadores classificaram cada uma de duas formas: pelo o nível de risco (com ou sem risco) e nível de benefício (“benefício comprovado”, “benefício possível”, “sem benefício” e “sem benefício e hipótese não compatível com conceitos científicos do câncer”). A dieta alcalina foi classificada como “sem risco” porém “sem benefício e hipótese não compatível com conceitos científicos do câncer”. Ou seja, parece não causar mal, mas não tem um conceito que justifique de forma científica o uso dela como tratamento de câncer.

O estudo fala também de uma preocupação que é cada vez maior entre a comunidade médica: o risco de que essas dietas alternativas levem os pacientes a abandonar o tratamento convencional, levando a proliferação do câncer e piora dos sintomas relacionados.

Como vimos, temos poucos estudos sobre o assunto em humanos. Pode ser que daqui a alguns anos tenhamos a comprovação de que dietas mais alcalinas tem algum tipo de influência no câncer? Sim. A ciência muda o tempo todo, não é? Mas, ao menos por enquanto, essa hipótese não faz sentido e não há estudos suficientes que possam justificar que os profissionais de saúde indiquem água alcalina ou uma dieta alcalina visando tratar qualquer tipo de câncer. Como sempre falamos por aqui, uma alimentação saudável e equilibrada ainda é a melhor escolha.

Com informações de energienutricao.com.br

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