rinite

Doenças respiratórias crônicas podem favorecer quadros graves do novo coronavírus; entenda se rinite entra na categoria

Cada vez mais, existe uma grande preocupação acerca dos fatores de risco da infecção pelo novo coronavírus. Isso porque os pacientes com doenças prévias e certas condições de saúde correm o risco de manifestar um quadro mais grave da doença - com chances de virem a óbito.

Idosos, hipertensos, cardíacos, fumantes, imunossuprimidos e obesos são alguns que fazem parte do grupo de risco da COVID-19 - assim como os pacientes com doenças respiratórias crônicas, como bronquite e asma. Neste conjunto, a taxa de mortalidade pelo novo coronavírus chega a 6,3%, segundo um estudo publicado na revista The Lancet.

Uma doença respiratória crônica muito comum é a rinite. De acordo com a Organização Mundial da Alergia (WAO), entre 30% e 40% da população mundial sofrem com a condição, que é uma das manifestações mais frequentes da alergia.

Além disso, 80% dos asmáticos possuem rinite, segundo a presidenta da Asbai-RJ, Aluce Ouricuri, em entrevista à Agência Brasil. A questão que ficam, então, é se estas pessoas devem ter cuidados redobrados durante a pandemia do novo coronavírus.

Rinite é fator de risco da COVID-19?
Uma vez que o SARS-CoV-2 é um vírus de via respiratória, os pacientes com rinite levantaram a dúvida se podem ter maior risco de desenvolver um caso grave de COVID-19. Em resposta, especialistas da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI) informam que os portadores de rinite não fazem parte do grupo de risco do novo coronavírus.

Até o momento, não há nenhuma evidência científica que demonstre um aumento de risco da infecção pelo novo coronavírus ou de apresentarem um caso mais grave. Entretanto, a ASBAI recomenda que os pacientes com rinite e asma sigam as orientações médicas para manter a doença sob controle, evitando uma exacerbação dos sintomas.

Atenção aos sintomas
Os sintomas de coronavírus mais comuns são febre, tosse, dificuldade para respirar ou falta de ar, coriza e dor de garganta, além de outros sinais menos comuns. Por isso, é preciso ficar atento, pois os sintomas da COVID-19 podem se sobrepor aos efeitos da rinite, que pode provocar coriza e obstrução nasal.

Neste contexto, caso o paciente com rinite apresente tosse e falta de ar, é preciso consultar um médico, pois o quadro pode estar relacionado à nova infecção e pode ainda caracterizar um caso mais severo.

Rinite e COVID-19: recomendações
Membros do projeto ARIA e da Academia Europeia de Asma, Alergia e Imunologia Clínica (EAACI) recomendam aos pacientes com rinite que mantenham o uso de corticosteróide tópico nasal, na dose prescrita pelo médico, mesmo caso sejam infectados pelo novo coronavírus.

Além disso, o corticosteróide nasal não possui efeitos sob o sistema imunológico e pode ajudar a controlar os espirros típicos da rinite - que podem aumentar a disseminação viral, caso o paciente esteja infectado pelo coronavírus.

Novas recomendações podem surgir quando estudos mais aprofundados sobre esta comorbidade forem publicados. Por enquanto, o conselho é manter a rinite controlada.

Mantenha a rinite sob controle
A rinite é uma inflamação das mucosas do nariz e pode ter várias causas. Geralmente, as pessoas se referem à doença quando apresentam sintomas recorrentes e duradouros, como no caso da rinite alérgica.

Os sintomas nasais mais comuns desta condição são:

Obstrução
Coriza
Espirros
Coceira
Alterações do olfato.

A melhor maneira de controlar os sintomas da rinite alérgica é evitando o contato com fatores irritantes e alergênicos. Assim, o IV Consenso Brasileiro sobre Rinites de 2017 deu algumas dicas de como manter a higiene ambiental para os alérgicos:

Arrumar o quarto: mantenha o quarto ventilado; evite travesseiros e colchões de paina ou pena e, sempre que possível, use-os revestidos com uma capa protetora de plástico. Além disso, a roupa de cama deve ser lavada regularmente.

Evitar itens que acumulam poeira: como tapetes, cortinas, carpetes, almofadas, bichos de pelúcia e estantes que acumulem poeira no quarto. Elimine o mofo e a umidade excessiva.

Evitar o uso de vassouras, espanadores e aspiradores de pó comuns: se possível, o paciente com rinite deve ser afastado durante o uso desses itens.

Evitar ambientes fechados: é preciso arejar os ambientes 24 horas antes dos alérgicos entrarem.

Usar sabão em pó: de preferência, use sabão em pó para limpeza de banheiro e cozinha.

Evitar cheiros fortes: como talcos, perfumes e desodorantes (principalmente na forma de sprays).

Não fumar: também não deixar quem fume perto dos alérgicos.

Não tomar banho quente: mudanças bruscas de temperatura também podem causar exacerbação dos sintomas. A temperatura ideal para o banho é semelhante à do corpo.

Limpar o ar-condicionado: é importante manter os filtros do ar-condicionado sempre limpos e evitar oscilações de temperatura e ambientes muito frios.

Já os pacientes de rinite crônica são tratados com o uso de corticosteróide tópico nasal, lavagem nasal com soro fisiológico e anti-histamínicos de uso tópico ou por via oral. Nestes casos, é importante ter o acompanhamento de um especialista para realizar o tratamento mais adequado.

Proteja-se contra o coronavírus!!

 

Fonte: Minha Vida