3 anos e 7 meses longe das drogas. "Conheci as drogas na faculdade de medicina, aos 17 anos. Não consegui parar mais até os 30 anos. Foram 6 internações e muitas perdas, não só financeiras.

Relacionamentos amorosos, oportunidades profissionais e bons relacionamentos familiares ficaram impossíveis.Correr risco de morte era uma constante durante o período, mas o pior era minha limitação: virei um prisioneiro das compulsões. Vivia para usar e usava para viver.

Foi quando um colega de profissão, que também era dependente químico e hoje já é falecido por causa da doença, me apresentou o programa de Narcóticos Anônimos. Conheci o caminho para a recuperação há nove anos, mas estou limpo somente há três anos e meio.

Para chegar aqui, três coisas foram fundamentais: informação, fundo-de-poço e admissão. As pessoas não sabem que este problema é uma doença mental e quando você diz isto, todos procuram outras explicações mais plausíveis: falha de caráter, má vontade, falta de Deus, culpa dos pais, traumas de infância, etc. É mais fácil ver o problema desta forma. Sem a informação de que isto é uma doença é impossível se recuperar. Além da sociedade, o próprio adicto tem dificuldades em acreditar que se trata de uma doença. Foi o momento que eu decidi seguir as sugestões dadas no tratamento e, quase que magicamente, minha vida só tem melhorado a partir de então. No início da minha jornada fiz o que já sabia que deveria ser feito: fui regularmente ao tratamento e evitei pessoas e lugares relacionados ao uso."

Com informações de www.minhavida.com.br